quinta-feira, 20 de abril de 2017

COMO CONTRATAR UM SÍNDICO PROFISSIONAL



Se você está pensando em contratar um síndico profissional, é provável que você se perguntando se vale a pena o dinheiro para pagar alguém para lidar com as tarefas de administração de um condomínio para você. Esta não é uma decisão que você deve fazer de ânimo leve, pois há uma série de fatores que devem ser levados em consideração para saber se você deve ter um profissional cuidando de uma propriedade ao invés de deixar esta tarefa para um morador eleito pelos proprietários de apartamentos/casas do condomínio.
 

Gestão de Propriedade

O síndico é um profissional que executa todas ou quase todas as tarefas relacionadas a cuidar de um imóvel para os moradores. Ele irá fazer entrevistas para funcionários do prédio, gerir conflitos, prezar pela boa administração dos recursos do prédio, estabelecer prioridades de reformas e restaurações no condomínio, cobrar inadimplentes e garantir a manutenção adequada e segurança de todo o condomínio. Muitos síndicos também irão cuidar das tarefas mais desagradáveis ​​da transação, como acompanhar os despejos, negociar aumentos nas taxas do condomínio aprovar ou não reformas em apartamentos e por aí vai.

Vantagens de um síndico profissional

A vantagem mais óbvia de contratar um gerente de propriedade é que você e outros condôminos estarão livres das tarefas diárias e mensais exigidas de um síndico. Geralmente os moradores estão ocupado demais ou simplesmente não querem cuidar das responsabilidades, muito menos chamadas de meia-noite do de moradores sobre tubos que começam a vazar do vizinho. O síndico também podem ser de seu interesse se você acha que ultimamente seu prédio tem recebido uma gestão ruim pelos síndicos que são também moradores e precisa de uma profissionalização da tarefa.

Desvantagens

Se depender de cada centavo da renda que você recebe de mês a mês, a contratação de um síndico pode não ser boa para você. Um síndico profissional cobra geralmente de acordo com a complexidade dos condomínios a serem geridos. Por exemplo, um prédio com 10 apartamentos terá um síndico mais barato do que um com 90. Porém, o valor a ser pago ao síndico é dividido entre os condôminos. Há também um pouco da perda de pessoalidade com um síndico profissional, pois ele provavelmente não conhecerá bem os moradores e pessoas que moram no condomínio.

Outras Considerações

Se você decidir contratar um síndico junto aos outros moradores, faça uma pesquisa minuciosa antes de assinar qualquer contrato. Um síndico ideal terá boas relações de trabalho com os proprietários e antigos empregadores, além de ser extremamente acessível todos os dias da semana. Realize pesquisas online, existem muitos sites e jornais voltados para síndicos profissionais com opiniões de moradores e de síndicos sobre a escolha do profissional. Quando encontrar com um síndico potencial, faça uma lista de perguntas que você gostaria que fossem respondidas na íntegra. Peça para que eles discutam suas taxas e quais os serviços não são fornecidos no contrato de gestão .

Quanto custa um síndico profissional?

Consideradas as questões acima, um síndico profissional terá um valor estabelecido por vários critérios. por exemplo, um condomínio clube de 300, 400 apartamentos, pode ter um síndico que ganhe até mais de R$15 mil por mês, pois a complexidade desta gestão e a demanda de um grande profissionalismo e habilidades é tremenda. Muitas pessoas acham que um síndico não é um trabalho tão difícil, mas é um cargo que exige muito mais responsabilidade e comprometimento do que imaginamos.

O Síndico responde cível e criminalmente pelo condomínio

O síndico, legalmente, poderá responder por vários problemas que ocorrem ao condomínio, seja ele por conta de problemas com o prédio ou problemas decorrentes de atitudes de moradores. Cabem ao síndico:
  • Convocar assembleias;
  • Representar o condomínio legalmente;
  • Informar imediatamente sobre problemas judiciais ou administrativos;
  • Cumprir e fazer cumprir a convenção e as determinações da assembleia;
  • Zelar pela conservação das áreas comuns e pela prestação de serviços;
  • Elaborar o orçamento da receita e da despesa a cada ano;
  • Cobrar dos condôminos as contribuições e as eventuais multas;
  • Prestar contas à assembleia, anualmente e quando exigidas;
  • Realizar o seguro do prédio.
A exemplo de como este cargo é de extrema importância, o novo síndico do antigo condomínio em que eu morava ao assumir o cargo descobriu que a antiga síndica cobrava de empresas e pessoais de manutenção para que eles pudessem trabalhar dentro do prédio. Ou seja, ela cobrava propina destes profissionais, encarecendo o serviço e colocando parte dos recursos no bolso dela. Um síndico profissional reduz significativamente este risco.

Formas de cobrança para um síndico profissional

Como dissemos anteriormente, as cobranças feitas por um síndico profissional variam. Geralmente, três formas são utilizadas para estabelecer a remuneração deste profissional: uma taxa pré-estipulada, uma porcentagem da arrecadação mensal ou X salários mínimos.
  • Taxa pré-estipulada: valor fixo cobrado pelo profissional;
  • Porcentagem da arrecadação: porcentagem da arrecadação do condomínio. Geralmente, var até 5%, em prédios com arrecadação mensal de até R$ 60 mil, podendo ser maior/menor dependendo do tamanho do condomínio e do valor de arrecadação;
  • Salários mínimos: pode ser estipulado uma quantidade de salários mínimos de acordo com o número de unidades que serão administradas pelo síndico.

Fatores que influenciam o preço de um síndico

O que pesa mais para um síndico ser mais barato ou mais caro são:
  • Muitos itens de lazer: piscinas, quadras, área fitness, gourmet, de leitura, ofurô, tudo isso demanda tempo e manutenção;
  • Obras: alguns síndicos cobram extra por ficarem responsáveis por acompanhar obras, certificando-se que as devidas autorizações estão em ordem e que as obras não prejudicam a estrutura da construção;
  • Número de unidades: quanto mais unidades, mais demandado será o síndico, o que resulta também em um valor mais caro de cobrança.

Como contratar um síndico profissional?

Pensado em tudo o que discutimos neste artigo, é preciso preparar um contrato bem feito antes de procurar um síndico profissional. Neste contrato, devem ser estabelecidos:
  • Jornada discriminada: número de horas que o profissional deve trabalhar no condomínio, deixando claro os canais a serem utilizados por moradores e funcionários do local quando o síndico estiver em um outro local;
  • Décimo terceiro salário: não são todos que pedem o benefício, mas é importante estar discriminado no contrato;
  • Férias: alguns síndicos profissionais optam por não tirar férias de 30 dias, mas vão emendando feriados e podem tirar uma semana direto por ano. Esclareça a folga do síndico no contrato;
  • Rescisão: só a assembleia pode destituir o síndico profissional. Mas o contrato deve conter o período correto para que isso aconteça. Evite prazos superiores a 60 dias.
 
O documento pode estar tanto no nome do síndico ou no nome da empresa para a qual ele presta serviços, mas especificando o funcionário dela que é responsável pelo seu condomínio.
Para encontrar um bom síndico profissional, a melhor forma de começar a pesquisa é uma ligação para empresas gestoras de condomínios que tem contato direto com estes profissionais e imobiliárias. Ao receber indicações de nomes, busque por referências e faça uma pesquisa de antecedentes criminais. Lembre-se que este profissional estará recebendo pelos serviços e será um funcionário do prédio.
O que acharam de nossas dicas? Ainda ficou alguma dúvida? Comente abaixo e nos deixe saber o que faltou para que este artigo ficasse completo!




Nenhum comentário:

Postar um comentário