sábado, 16 de abril de 2016

MANUAL DE CONDUTA PARA SÍNDICOS

Manual de Conduta para Síndicos em Redes Sociais (whatsapp)

Por Emerson F. Tormann

 

Manual de Conduta para Síndicos em Redes Sociais (whatsapp)

Não é de hoje que as pessoas têm se relacionado através da internet e em redes sociais. As primeiras ferramentas ou aplicativos que proporcionaram esse recurso, o de encurtar as distâncias físicas entre as pessoas, são do final dos anos 90. Logo, já faz mais de 15 anos que convivemos com essa facilidade.

Muitos sites publicam dicas de bom comportamento na internet sob vários aspectos: de boas maneiras, de linguagem adequada, de assuntos não polêmicos e principalmente o da segurança. Quando se fala da segurança trata-se objetivamente da privacidade e proteção de crianças, adolescentes e a exposição excessiva de adultos.

Dito isso, verifica-se manuais de conduta direcionados a todo tipo de público: advogados, médicos, engenheiros, servidores públicos, políticos e assim por diante. Mas dificilmente se encontra dicas de educação em ambientes coletivos e virtuais orientadas aos síndicos e moradores de condomínios.

Nesse período de atuação da Assosindicos DF, nos quais criaram-se muitos grupos de relacionamentos virtuais, as redes sociais são um grande aliado. O facebook, o Twitter, o Google Plus, Instagram e, em especial, o Whatsapp mantêm palestrantes, profissionais, síndicos, alunos e moradores de condomínios sempre conectados. Prontos para dar alguma dica, responder dúvidas de outros síndicos, indicar empresas e profissionais que atendem bem os condomínios.

Infelizmente não é possível evitar, mesmo depois das recomendações em contrário, especificando os objetivos dos grupos e os assuntos a serem discutidos, que alguns discorram sobre política, religião, futebol, entre outros. O amadurecimento vem do poder de tolerância de cada um. Uma tendência a admitir, nos outros, maneiras de pensar, de agir e de sentir diferentes convicções ou mesmo diametralmente opostas às nossas. Se acontecer, respire fundo, conte até 100 e não responda. Apenas seja gentil e lembre seu novo amigo de que o objetivo do grupo é tratar sobre questões voltadas aos síndicos e condomínios.

Outro comentário recorrente nos grupos é, na verdade, uma reclamação de que ninguém pediu autorização prévia para ser incluído nos grupos de whatsapp. Isso é coisa do passado! Gente antiga ainda carrega essa formalidade. Esse 'ranço', por assim dizer, já deveria ter sido superado a muito tempo. A velocidade das transformações e avanços tecnológicos não permitem que se perca tempo com todo esse protocolo, ou essa convenção de etiqueta. E não confunda isso com perder os preceitos de civilidade. Se você não concorda em fazer parte da comunidade na qual foi inserido, apenas agradeça e saia. Não seja rude e evite pedir explicações ou satisfação sobre o porquê você foi adicionado. Essa também é uma dica para a colunista da Band News FM, Inês de Castro, no seu quadro sobre comportamento "Dentro do Espelho", que criticou essa prática em seu condomínio. Ouça o audio e entenda.

Assim, vamos direto ao que interessa com dicas úteis de etiqueta e cortesia nas redes sociais:
  1. Qual o objetivo dos grupos de whatsapp para síndicos?
    O propósito aqui é discutir assuntos pertinentes aos síndicos e aos condomínios. Portanto, num grupo que foi criado para os síndicos, é apropriado tratar objetivamente à finalidade a que se destina - temas ligados à gestão condominial. Todos os outros assuntos não terão relevância ou validez;

  2. O que fazer ao ser adicionado a um grupo de whatsapp?
    Verifique qual o assunto e o objetivo do grupo. Se o nome do grupo não for suficientemente explicativo, e quem o inseriu não enviou as regras, pergunte! Certamente o administrador irá dar boas vindas e informar a que se destina o grupo;

  3. Porquê devo aceitar o convite e permanecer no grupo?
    Se você foi "deliberadamente" convidado a participar de um grupo de whatsapp é porquê de alguma forma quem o chamou acredita que você poderá contribuir positivamente com ideias, experiências e conhecimentos a serem compartilhados com todos. Confia, inclusive, que você é capaz de valorizar as discussões online e estimular reflexões com argumentos técnicos sólidos sobre gestão condominial;

  4. O que ganho com isso? Vale mesmo a pena?
    Essa é sem dúvida a primeira pergunta que muitos farão ao perceberem que em seu celular apareceu um novo grupo de whatsapp. A resposta é bem simples. Você ganha a oportunidade de fazer novos amigos, conhecer pessoas interessantes, ampliar seu conhecimento, adquirir experiência através da vivência dos outros, estabelecer e manter contato com síndicos profissionais e, de quebra, poderá resolver de graça alguns probleminhas insolúveis do seu condomínio;

  5. Que assuntos não devo discutir?
    Certamente você já sabe que compartilhar opinião própria sobre alguma crença é extremamente delicado. Escrita maldosa, picante, maliciosa também não é recomendável. Portanto evite divulgar notícias que tratam de religião, política, futebol, sexo, aborto, entre outros... Peça ajuda somente se seus vizinhos estiverem causando problemas ao condomínio e a motivação seja algum desses assuntos controversos que você precisa resolver. Ainda assim evite externar seu próprio julgamento. Tente conduzir o assunto fria e objetivamente de acordo com as leis e o regimento interno do condomínio. E jamais exponha os condôminos divulgando nomes em questões como inadimplência, por exemplo;

  6. Posso enviar fotos, áudios e vídeos?
    Lembre-se de que o whatsapp é um aplicativo exclusivo para dispositivos móveis. E a maioria desses dispositivos possuem memória de armazenamento de dados reduzida. Mesmo os mais robustos e caros, com capacidade para guardar até 64GB, não são suficientemente grandes a ponto de salvar tantas imagens e vídeos recebidos de todos os contatos. Sendo assim, envie com parcimônia esses arquivos. E mais uma vez, nada de rezinhas, correntes, piadinhas, músicas que não contemplem o objetivo do grupo. Dar bom dia, boa tarde e boa noite é completamente desnecessário. Whatsapp não é portaria de prédio e você não é o proteiro. Bem como enviar foto mensagens do tipo "Uhuuuuu! É sexta-feira. Vou beber todas...";

    » Saiba como desativar o download automático no whatsapp:
    - Windows Phone
    - Android
    - iPhone (iOs)
    - BlackBerry

  7. Escrevi uma coisa e meu celular enviou outra. O que devo fazer?
    Essa é uma daquelas situações em que somos traídos pela tecnologia. Se isso acontecer, desligue o corretor ortográfico do sistema e justifique o erro. Evite escrever com pressa e/ou caminhando pela rua. Leia e releia sua mensagem antes de enviá-la. Tenha certeza de que está escrito exatamente o que imagina dizer. Não é fácil! Se esforce e conseguirá;

  8. Guardei o celular no bolso e ele enviou um áudio para o grupo. E agora?
    Essa é mais uma das circunstâncias em que podemos ficar em apuros. Não corra o risco de se meter em confusão ou ser mal interpretado por ter revelado assuntos íntimos que foram captados por seu smartphone e enviado a uma centena de pessoas. Antes de guardar o aparelho na bolsa, mochila ou bolso da calça, verifique se a tela está travada e protegida das interações de toques. E se acontecer, apenas peça desculpas;

  9. Devo silenciar os sons de alerta dos grupos que participo?
    Se você não se incomoda em receber vários avisos sonoros chamando sua atenção para uma nova mensagem, então deixe como está. Mas se não quiser ser importunado a todo o instante com esses sinais, basta silenciar o grupo nas configurações de seu whatsapp. É muito melhor que fazer comentários do tipo "aff que gente sem noção, isso não é hora de ficar enviando mensagens..." ao receber um alerta às 2h da manhã. Cada síndico tem sua própria rotina e horários que devemos respeitar. Além disso, não há lei que proíba trabalhar durante as madrugadas;

  10. Recomendações finais de diplomacia e "netiqueta"
    Para ter uma participação adequada e proveitosa nas mídias sociais, o síndico ou futuro síndico deve ficar atento a um conjunto de recomendações de comportamento em ambientes virtuais. A essas orientações costumamos dar o nome de netiqueta. Ou seja, etiqueta na net. Vamos a elas:
  • Regras básicas de convivência, de boa educação, adotadas na vida real, são válidas para ambientes online também. Respeite para ser respeitado e trate o outro como você gostaria de ser tratado;  
  • É falsa a impressão de que nas mídias sociais é permitido falar de tudo, de qualquer maneira, sobre qualquer pessoa ou empresa, sem haver consequências ou penalidades. Fique atento, pois participar das redes sociais é um ato de caráter público. Você será responsável por tudo o que publicar, assim como é pelo que faz no dia-a-dia, com uma importante diferença: geralmente não há provas do que você fala em uma mesa de bar, mas na internet tudo fica registrado; 
  • Antes de responder ou fazer um comentário, verifique o que outras pessoas já comentaram para evitar repetições desnecessárias e mal-entendidos. Seja prudente, seu comportamento na web diz muito sobre você; 
  • Nunca tente calar usuários que se comportam de maneira inconveniente. Deixe a moderação por conta dos administradores do grupo;  
  • Nunca responda de forma grosseira, mesmo que usem de grosseria contra você. Pessoas inteligentes privilegiam os argumentos de alto nível ao invés da falta deles. Quando a pessoa não merecer sua atenção por falta de modos, simplesmente a ignore. O seu silêncio é a melhor resposta;  
  • O ambiente online é um meio rápido de troca de mensagens, onde a agilidade e objetividade são fundamentais. Não envie textos extensos demais. E não deixe as pessoas sem respostas. Se precisar apurar a questão, indique que está fazendo isso. E retorne o mais breve possível; 
  • Peça permissão ao autor antes de retransmitir uma mensagem enviada pessoalmente a você. Lembre-se de que a confidencialidade poderá ser quebrada e a informação está coberta por direitos autorais;  
  • Não responda de “cabeça quente”. Quando receber uma mensagem que o perturbou, espere um pouco para responder;  
  • Não torne públicas mensagens de caráter pessoal. Para isso, utilize o e-mail;  
  • Aceite críticas educadamente. Veja o que pode ser levado como aprendizado. Mesmo que não concorde inicialmente, agradeça e siga em frente;  
  • Respeite o tempo das pessoas e o do condomínio. Conversas longas de interesse privado devem ser feitas fora do horário comercial. 

A diplomacia deve ser uma prática constante no ciberespaço, pois as boas maneiras são sempre bem-vindas e devem ser exercitadas em todos os meios onde os relacionamentos acontecem.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

APAGAR INCÊNDIO ANTES DE ELE COMEÇAR

 
Síndico bom apaga o incêndio antes de ele começar

Não brinque com fogo. Saiba como agir e que equipamentos são necessários para garantir a segurança do prédio e dos moradores
No dia 26 de fevereiro de 2004, o imponente prédio da Eletrobrás, no início da Avenida Rio Branco, pegou fogo em pleno carnaval. Sem portas corta-fogo e equipamento de incêndio adequado, as chamas, que começaram com um curto-circuito no 17º andar, rapidamente subiram mais cinco andares, espalhando pânico e deixando um rastro de destruição. Por sorte, não houve vítimas. Foram 14 horas de desespero que produziram um dos maiores incêndios da cidade nos últimos anos. O edifício não virou cinzas, mas muito se perdeu. O trânsito parou por dias seguidos no Centro da cidade e as imagens daquele incêndio entraram para a história do Rio. Depois daquele dia, a legislação de prevenção foi profundamente alterada pelo governo do estado. Passados sete anos, o atual administrador do condomínio, Carlos Henrique Lopes Raposo, se orgulha de o lugar ter dado a volta por cima, tornando-se referência em matéria de prevenção e de ações de planejamento para combate a incêndios.
Consciente de seu papel nas mudanças implantadas, Carlos Henrique rende-se a um velho clichê: “Há males que vêm para o bem.” Hoje o prédio tem as tais portas corta-fogo - fundamentais para criar verdadeiras cápsulas de segurança quando o fogo começa a se alastrar -, uma rede de sprinklers - que são acionados automaticamente se é detectado o aumento da temperatura ambiente -, roupas de combate a incêndio dignas de filmes de ficção (cada uma delas chega a custar R$ 15 mil) e placas fluorescentes, que indicam as saídas de emergência mesmo em caso de apagão.
“Contamos com uma brigada de incêndio formada por seis profissionais que fazem plantão de 24 horas. Não se trata de luxo. Às vezes, o incêndio evolui com tanta velocidade que uma tragédia pode ocorrer enquanto se espera a chegada dos bombeiros. É preciso ter agilidade e técnicos qualificados munidos do equipamento necessário para fazer um trabalho eficiente. Hoje eu tenho aqui no prédio a mesma maca usada pelo Corpo de Bombeiros e o mesmo aparelho de oxigênio. Está ‘show de bola’”, diz Carlos Henrique, acrescentando que o susto foi o grande propulsor da reviravolta experimentada pelo prédio.
As novas regras estabelecidas pelo Corpo de Bombeiros, por sua vez, visam dar mais segurança a todos os prédios da cidade. Antes construções erguidas até 1976, como o espigão da Eletrobrás - onde também funcionavam dois bancos – estavam livres de cumprir certas exigências. Agora é diferente, todos têm que se adequar. Além disso, os itens obrigatórios deixaram de seguir um cardápio predefinido. Agora eles são estabelecidos, caso a caso, de acordo com a realidade de cada lugar, a freqüência de pessoas e, principalmente, o material que é armazenado no local. Em geral, os projetos são submetidos a um crivo mais rigoroso em prédios comerciais. Também costumam ser mais caros. Como abriga cerca de 2.500 pessoas que trabalham em seus escritórios e recebe, pelo menos, 1.200 outras que circulam por ali diariamente, o prédio da Eletrobrás, de 22 andares, exigiu investimentos que passaram de meio milhão para ficar dentro a lei.
Em prédios residenciais, esse custo tende a cair. O mercado, por sua vez, está cada vez mais competitivo e oferece opções, das mais sofisticadas às mais simples, sem prejuízo da segurança. Gerente técnico e comercial da Atac Fire, Antônio Neumaro explica que todos os prédios, por lei, têm que ter um plano de segurança contra incêndio e pânico, obedecendo às normas previstas no Código 897 de 1976. Segundo ele, a empresa contratada para desenvolver o projeto deve ser credenciada pelo Corpo de Bombeiros. É ela que vai dimensionar o tipo e o porte do extintor mais adequado a cada local, levando em conta as características do condomínio. Os incêndios obedecem a classificações: do tipo A) materiais como madeira, papel e tecido; do tipo B) produtos inflamáveis como gasolina e querosene; do tipo C) equipamento elétrico; e do tipo D) metais inflamáveis. Para cada uma dessas classificações, há um extintor específico: de água, de CO2 (gás carbônico) e de pó químico.
“Por exemplo, se o prédio tiver predominância de itens inflamáveis, como tecido, papel e madeira, é melhor usar extintor de água. Em caso de incêndio numa biblioteca, se você usar o extintor de CO2 ele vai momentaneamente apagar as chamas, mas elas voltam. O calor que está embaixo do papel vai fazer o incêndio recomeçar. Todo corpo que chegou a mil graus pode reacender”, explica Neumaro.
O especialista alerta, porém, que podem ser utilizados vários tipos de extintor em um mesmo prédio. É até muito comum e fácil de entender os motivos. Em um condomínio há, por exemplo, casa de força, que concentra grande quantidade de material elétrico, e administração, que reúne muito papel. Sendo assim, os síndicos devem ter modelos variados de extintores, voltados para atribuições específicas. Não adianta ter equipamento inadequado que, além de não produzir o efeito esperado, que é conter o incêndio, ainda pode aumentar os prejuízos materiais. Por isso, nunca se deve dispensar a figura do bom técnico. Apesar das muitas semelhanças, os extintores de CO2 e de pó químico nem sempre funcionam da mesma forma. É preciso muito cuidado. Em casos de equipamento sensível, como computadores, o melhor é o de CO2 porque o de pó químico pode danificar as placas eletrônicas.
As modernas redes de sprinklers são cada vez mais usadas no combate a incêndios. Cada sprinkler é instalado num ponto estratégico e, quando a temperatura atinge 68 graus, ampolas de mercúrio estouram fazendo a água jorrar. São fundamentais para garantir o combate às chamas mesmo em condições em que já não é seguro para o ser humano se aproximar. Há ainda os hidrantes e as mangueiras, que também são itens quase obrigatórios em prédios com mais de três andares. Mais uma vez, um projeto, desenvolvido por profissional treinado, é que vai definir a distância entre eles e a extensão das mangueiras.
Os preços dos projetos variam muito, segundo o tipo de equipamento e a quantidade que será utilizada. Um prédio de oito andares poderá desembolsar entre R$ 50 e R$ 80 mil. Se forem incluídos os sprinklers – aproximadamente quatro pontos por andar -, o custo sofre um acréscimo de R$ 50 mil.
Dono da PRL, empresa atacadista que vende equipamento para consultorias especializadas em projetos de combate a incêndios, Paulo Roberto Ribeiro diz que, nos últimos anos, nenhum evento foi tão determinante para o setor quanto o incêndio no prédio da Eletrobrás.
“Os prédios têm um prazo para se adequarem de cerca de dois anos. Algumas construções antigas, pelas características arquitetônicas, podem ter alguma dificuldade por falta de espaço, às vezes, para instalar uma rede, por exemplo. Nesse caso, deve-se procurar orientação profissional. Mas o fato é que o caso chamou a atenção para a questão da segurança. Em geral, as pessoas tendem a achar que nunca vai acontecer com elas, o que, infelizmente, não é verdade”, observa.
Síndico de um condomínio em Botafogo, Geraldo José Ribeiro de Freitas resolveu que iria fazer a coisa certa. Convencido por uma longa vida de trabalho na área de vendas de que conhecimento é fundamental, ele decidiu se inscrever num curso de brigada de incêndio para dar uma forcinha para o porteiro do prédio, estimulando-o a frequentar as aulas e, por tabela, aprender um pouco mais sobre o assunto. Pelo bairro, são comuns histórias de curto-circuito em condomínios que acabam em incêndios bobos, que nunca deveriam ter ocorrido não fosse por puro descuido ou mesmo ignorância. Geraldo acha que empregou muito bem R$ 300 num curso, promovido pelo Secovi-Rio, que fez junto com o funcionário do prédio.
“Não é apenas um curso teórico. Tem uma parte prática, muito intensa. Já sou um senhor e, aos 69 anos, confesso que tive dificuldades com alguns exercícios feitos num calor de quase 40 graus. Meu objetivo era apoiar o porteiro para que ele se sentisse mais à vontade. Valeu a pena. Aprendemos tudo que se possa imaginar sobre ações em situações de pânico. Às vezes, os bombeiros levam 10, 15 minutos para chegar, o que pode fazer toda a diferença no decorrer de um incêndio”, acredita Geraldo, afirmando hoje se sentir plenamente seguro e capaz para agir em emergências dessa natureza. “Além de ter aprendido qual o extintor é mais adequado para cada tipo de fogo, fui treinado para manusear todo equipamento usado em caso de incêndio.”
Em decorrência do curso, o condomínio, de pequeno porte, com seis andares e 12 apartamentos, deu um upgrade em seu arsenal de combate a incêndio. Nada demais. Porém, Geraldo sabe que são pequenos detalhes que podem fazer toda a diferença. Sem gastar uma fortuna, muito pelo contrário, ele aumentou as mangueiras usadas no prédio, que tinham 20 metros e passaram a ter 40, chegando a toda a área comum, e ainda comprou extintores novos capazes de atender a todas as classificações de incêndio.

Corpo de Bombeiros alerta: síndicos devem fazer a sua parte
Cuidados preventivos; equipamento básico de combate a incêndios em edificações; planos de emergência e de fuga; treinamento e orientação dos moradores e formação de brigada. Essas são algumas das orientações feitas pela Diretoria Geral de Serviços Técnicos do Corpo de Bombeiros para os condomínios do Rio. O órgão alerta para o fato de que incêndio em prédios é mais comum do que se imagina. Muitos não chegam a ser noticiados porque são controlados antes de ganharem as páginas dos jornais. Não basta ter toda a infraestrutura. É importante a conscientização dos síndicos para a necessidade de manutenção do equipamento de combate ao fogo, como a verificação dos extintores e da canalização preventiva, das condições dos registros, das mangueiras e das eletrobombas de pressurização dos sistemas. Outra sugestão é que o condomínio realize palestras para os condôminos, cujo tema seja prevenção de incêndio, e promova treinamentos, inclusive ensinando sobre o uso de extintores, por exemplo. Nada muito complicado. Os administradores devem, pelo menos anualmente, fazer uma revisão nos extintores existentes nos imóveis sob sua responsabilidade. Por meio do selo de identificação, podem conferir a data de recarga e, com o manômetro, saber se o equipamento está com sua capacidade de carga dentro dos limites de utilização. Também é muito útil fazer um mapeamento desses itens, que, assim, podem ser facilmente localizados em caso de emergência.
Segundo os bombeiros, as causas mais frequentes de incêndio em prédios comerciais são pontas de cigarros atiradas nas latas de lixo, sobrecarga nas tomadas elétricas (as famosas extensões) e até o esquecimentode aparelhos ligados, como cafeteiras, após o término do expediente. Já nos prédios residenciais, os problemas estão mais relacionados com o esquecimento de panelas no fogo, prática religiosa com utilização de velas, criança que manuseia fósforo ou isqueiro, instalação incorreta de aparelhos eletrodomésticos e pessoas que acabam pegando no sono com o cigarro aceso. Embora cada prédio exija equipamento específico, os bombeiros explicam que há itens básicos, como extintores portáteis de incêndio, que devem estar em conformidade com a classe de incêndio - se para material inflamável, elétrico ou papel, por exemplo - e hidrantes que compõem a canalização preventiva - geralmente instalados em local visível, equipados com até duas mangueiras e o respectivo esguicho.

 
 
 

quarta-feira, 6 de abril de 2016

PORTAL VAGAS


AMBIENTES DE TRABALHO SEGUROS


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ABSEG


SHOPPING CENTERS


PORTARIA


DICA DE LEITURA


SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO


sexta-feira, 1 de abril de 2016

POR QUE ABRIL VERDE ?

A campanha: Por que Abril Verde? 

 

Porque o verde é a cor que representa a Segurança do Trabalho
O dia 7 de Abril é o Dia Mundial da Saúde e o dia 28 de Abril é o Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes do Trabalho. Portanto, ações desencadeadas em todo o Brasil para promover a Campanha, foi escolhido o mês de abril para ser o mês da prevenção de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho.
Durante todo o mês de abril, em João Pessoa e cidades do interior do Estado da Paraíba, o Movimento Abril Verde promoverá encontros, palestras, seminários, debates, mobilizações sociais, sinalizações com o símbolo do laço verde e iluminação esverdeada de edificações públicas ou privadas em referência à segurança e à saúde do trabalhador. A programação terá repercussão na mídia e deverá chamar atenção para a realidade dos acidentes e doenças no Brasil.
O Movimento Abril Verde luta para marcar o mês de abril com a cor da segurança no calendário nacional, dando-lhes mais visibilidade e manifestações de apoio à causa. O conceito do Abril Verde, por ter um mês inteiro dedicado à conscientização para a prevenção de acidentes e doenças do trabalho, na intenção de concentrar anualmente nesse período, traz uma série de atividades disseminadores da cultura de prevenção.
Engajamento
Importantes entidades da área de Saúde e Segurança no Trabalho (SST), órgãos governamentais, sindicatos e associações, integram e apoiam as atividades do mês do “Abril Verde” na Paraíba. Participam do Movimento as entidades SINTEST-PB, AEST-PB, GETRIN-13, TRT-13 (PB), SRTE-PB, CEREST–PB, CEREST-CG, PGC-PB, ASTEST-PB, APEAMB/CREA-PB, SINTTEL-PB, CUT-PB, Sindicatos dos Bancários e do Comércio, SINTRICOM-JP, ASPLAN, SINDUSCON-JP, SINDMAE-PB, Faculdade Maurício de Nassau, FTI-PP/FETAG, UNEPI, Revista Proteção, Fórum Intersindical de SST da PB/ Treventos, SINAIT-DS-PB, Prveseg Ambiental, INSS-PB, CONSST Consultoria, Clínica Médica de Jacumã, 100,5 FM Líder, Supporte Consultoria, PMJP, CPR-PB, CPR-CG, FUNEPI, Carrer e CPRR.




ABRIL VERDE 2016